Relatório aponta aumento do uso de redes sociais por grupos extremistas

Relatório aponta aumento do uso de redes sociais por grupos extremistas

Atualizado em 13/05/2009 às 14:05, por Redação Portal IMPRENSA.

Um relatório do Simon Wiesenthal Center, divulgado nesta quarta-feira (13), apontou o uso de redes sociais como o Facebook, MySpace e YouTube para incitar o ódio e recrutar novos membros pela Internet. Foram analisados "mais de 10 mil sites, grupos de redes sociais, portais, blogs, salas de chat, vídeos e jogos na Internet que promovem a violência racial, o antissemitismo, a homofobia, a música de ódio e o terrorismo".

Segundo o estudo, notou-se um aumento de 25% no número de grupos "problemáticos" em relação ao ano passado. Em comunicado, o Simon Wiesenthal Center informou que "cada aspecto da Internet está sendo usado por extremistas de todos os matizes para reaproveitar velhos ódios, vilipendiar o 'Inimigo', arrecadar fundos e, desde o 11 de setembro, recrutar e treinar terroristas para a Jihad".

Os grupos mais visados incluem judeus, católicos, muçulmanos, hindus, gays, mulheres e imigrantes, informou a agência de notícias Reuters. O relatório aponta como exemplo um grupo judaico de defesa dos direitos humanos, que há dez anos monitora a Internet em busca de extremistas e afirma que a ascensão de redes sociais aumentou a difusão do racismo.

Apesar de estarem atentos a usuários que desrespeitam os termos de uso, os dirigentes do Facebook teriam afirmado que "com mais de 200 milhões de usuários, os fanáticos online conseguem escapar mais rápido do que os esforços para removê-los são realizados". No entanto, "nos casos em que conteúdo que promove o ódio é exibido no site, o Facebook o remove e bloqueia as contas responsáveis", diz a empresa.

Além de usarem os sites conhecidos para incitar o ódio, os grupos extremistas estariam criando páginas próprias para este fim. É o caso, segundo o relatório, do "New Saxon", "um site de redes sociais para pessoas de ascendência europeia", produzido por um grupo neonazista dos Estados Unidos chamado National Socialist Movement.

Há ainda grupos que criam jogos online como o "Special Operation 85 - Hostage Rescue", desenvolvido por uma organização iraniana, em o jogador precisa localizar cientistas nucleares feitos reféns por norte-americanos no Iraque e detidos em uma prisão de Israel.

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