Um lugar ao sol - Por Luciana Regina Nogueira / USJT (SP)

Um lugar ao sol - Por Luciana Regina Nogueira / USJT (SP)

Atualizado em 19/04/2005 às 17:04, por Luciana Regina Nogueira e  aluna do curso de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu.

Por Muitos são os estudantes que se formam a cada ano e buscam por uma vaga num mercado cada vez mais competitivo. Quem são eles? De onde vem? Para onde vão? São os recém formados em jornalismo, os famosos focas, vindo de toda parte do Brasil, das grandes metrópoles e das cidades mais remotas. A última pergunta, difícil de responder, isso infelizmente é um mistério misturado com o cada vez maior de pessoas que se formam e querem trabalhar em sua área, onde prevalece: "que vença o melhor".

O jornalismo, profissão cheia de romantismo, onde se aprende nas universidades que o jornalista tem o poder de formar opiniões, o dom da palavra, de decidir o destino de uma nação através de sua notícia. Ele quebra a distância entre o leitor e a informação. Tem poder de imparcialidade com um texto direto e objetivo.

Os alunos recebem bagagem durante o curso, livros, trabalhos, aula com os melhores ou com profissionais de formação duvidosa, não importa os estudantes sempre vão atrás de ferramentas que complementem os seus conhecimentos e seja um diferencial quando eles chegarem no mercado.

Dentre a bagagem recebida no mundo acadêmico estão as semanas de jornalismo, onde profissionais de várias áreas da comunicação comparecem e falam de sua experiência, dando dicas de como conseguir uma vaga em alguma mídia. Mas outros jornalistas deixam os alunos perplexos quando chegam para palestrar e sugerem o trabalho gratuito, ou seja, o aluno se dispor a trabalhar de graça em algum jornal, rádio, revista ou tv, porém isso não seria trabalho escravo?

O estudante, com dificuldade paga a sua mensalidade e custeia as demais despesas universitárias, trabalhará de graça? E viverá de quê? De vento!

Enquanto jornalistas renomados derem esse tipo de conselho e o foca acatá-lo, não haverá o respeito dos profissionais, empresas e mais empresas pagarão o que querem, isso quando pagarem. A conscientização e união por parte da classe jornalística se fazem necessárias, para que ocorra a valorização dos profissionais e dos estudantes que ao chegarem no mercado de trabalho encontrem condições reais de exercerem o que escolheram(como arte, o jornalismo sério, imparcial e ético.